Ciências: fácil ou difícil?
um livro de Nelio Bizzo
Bizzo, Nelio. Ciências: fácil ou difícil?. 1ª edição. Editora Biruta. São Paulo, 2009.
O título do livro traz uma questão que de inicio é de fácil resposta: sim, estudar ciências é difícil. Assim como estudar matemática ou geografia ou educação física. E sim, também é fácil, assim como estudar português ou inglês ou história.
O autor provoca o leitor. Traz no decorrer de sua obra um histórico do estudo e da docência das ciências na escola enquanto componente curricular.
Os conteúdos abordados em Ciências são muitas vezes observados no cotidiano dos alunos. Neste sentido não é coerente ignorar este conhecimento que vem de casa, mas é dever da escola e do professor refina-lo, corrigi-lo e aprofunda-lo. Nelio Bizzo tenta diferenciar o que chama de "conhecimento do cotidiano" com o senso comum, o que entendo serem a mesma coisa.
O conhecimento que o aluno traz é descrito em um capítulo ao tratar como a forma como a ciência tenta desenvolver mecanismos para o seu aprendizado. A visão positivista do passado, tradicional, baseada na memorização é substituída pela construção de ideias a partir do que o aluno já sabe.
Através das ideias dos estudantes, por mais estranhas e malucas que pareçam ao professor, se constrói de forma gradual e correta os conceitos que são tidos como os mais aceitos pela ciência. A experimentação é uma ferramenta importante, pois além de "provar", traz significado a aprendizagem. De forma paralela, os conceitos e terminologias científicas são introduzidos, trazendo formalidade ao conteúdo estudado.
Como de costume, ao se falar em ensino, e ao se discutir como se ensinar, ressurge a polêmica sobre o uso ou não dos livros didáticos. Parece que muitos dos que criticam o uso deste material ignoram que um livro didático não é um material qualquer. Um livro didático muitas vezes é resultado do trabalho de vários autores, referendado e revisado por muitos outros, e seu conteúdo e sua sequência nunca é aleatória, respeitando diretrizes educacionais em várias esferas pedagógicas e administrativas. Faço aqui minha defesa deste material, que não deve ser o único utilizado pelo professor, e quase nunca o é, mas pode ser sua referência tanto pelo conteúdo quanto pela sequência. Cabe ao professor, e isso é de sua responsabilidade, usa-lo com parcimônia, inteligência e senso crítico.
As Ciências, sempre que for possível ao professor, devem ser trabalhadas com experimentação. A proposta de trabalhar seus conteúdos através da metodologia de Projetos é a mais indicada para muitos dos conteúdos estudados.
O autor traz exemplos de como se trabalhar a "Teoria na Prática", através de conteúdos de importância conceitual, divididos em 4 temas:
"Órgãos dos Sentidos"
"O Planeta Global"
"A energia para as plantas e animais"
"O ar e suas propriedades"
Estes conteúdos foram trabalhados na forma de sequências didáticas que envolvem o conhecimento teórico, conceitual do tema abordado e a experimentação por meio de atividades como dinâmicas e aulas práticas.
Quando se compromete a ensinar ciências a jovens, crianças e adolescentes, o professor inevitavelmente irá concluir que o método tradicional, memorizador, da "decoreba", é sempre o pior e mais difícil. Vivemos "ciências", e apresentar isto aos alunos de forma significativa é a maneira mais eficiente de educar construindo o conhecimento que será relevante para uma formação mais completa do estudante.
um livro de Nelio Bizzo
Bizzo, Nelio. Ciências: fácil ou difícil?. 1ª edição. Editora Biruta. São Paulo, 2009.
O título do livro traz uma questão que de inicio é de fácil resposta: sim, estudar ciências é difícil. Assim como estudar matemática ou geografia ou educação física. E sim, também é fácil, assim como estudar português ou inglês ou história.
O autor provoca o leitor. Traz no decorrer de sua obra um histórico do estudo e da docência das ciências na escola enquanto componente curricular.
Os conteúdos abordados em Ciências são muitas vezes observados no cotidiano dos alunos. Neste sentido não é coerente ignorar este conhecimento que vem de casa, mas é dever da escola e do professor refina-lo, corrigi-lo e aprofunda-lo. Nelio Bizzo tenta diferenciar o que chama de "conhecimento do cotidiano" com o senso comum, o que entendo serem a mesma coisa.
O conhecimento que o aluno traz é descrito em um capítulo ao tratar como a forma como a ciência tenta desenvolver mecanismos para o seu aprendizado. A visão positivista do passado, tradicional, baseada na memorização é substituída pela construção de ideias a partir do que o aluno já sabe.
Através das ideias dos estudantes, por mais estranhas e malucas que pareçam ao professor, se constrói de forma gradual e correta os conceitos que são tidos como os mais aceitos pela ciência. A experimentação é uma ferramenta importante, pois além de "provar", traz significado a aprendizagem. De forma paralela, os conceitos e terminologias científicas são introduzidos, trazendo formalidade ao conteúdo estudado.
Como de costume, ao se falar em ensino, e ao se discutir como se ensinar, ressurge a polêmica sobre o uso ou não dos livros didáticos. Parece que muitos dos que criticam o uso deste material ignoram que um livro didático não é um material qualquer. Um livro didático muitas vezes é resultado do trabalho de vários autores, referendado e revisado por muitos outros, e seu conteúdo e sua sequência nunca é aleatória, respeitando diretrizes educacionais em várias esferas pedagógicas e administrativas. Faço aqui minha defesa deste material, que não deve ser o único utilizado pelo professor, e quase nunca o é, mas pode ser sua referência tanto pelo conteúdo quanto pela sequência. Cabe ao professor, e isso é de sua responsabilidade, usa-lo com parcimônia, inteligência e senso crítico.
As Ciências, sempre que for possível ao professor, devem ser trabalhadas com experimentação. A proposta de trabalhar seus conteúdos através da metodologia de Projetos é a mais indicada para muitos dos conteúdos estudados.
O autor traz exemplos de como se trabalhar a "Teoria na Prática", através de conteúdos de importância conceitual, divididos em 4 temas:
"Órgãos dos Sentidos"
"O Planeta Global"
"A energia para as plantas e animais"
"O ar e suas propriedades"
Estes conteúdos foram trabalhados na forma de sequências didáticas que envolvem o conhecimento teórico, conceitual do tema abordado e a experimentação por meio de atividades como dinâmicas e aulas práticas.
Quando se compromete a ensinar ciências a jovens, crianças e adolescentes, o professor inevitavelmente irá concluir que o método tradicional, memorizador, da "decoreba", é sempre o pior e mais difícil. Vivemos "ciências", e apresentar isto aos alunos de forma significativa é a maneira mais eficiente de educar construindo o conhecimento que será relevante para uma formação mais completa do estudante.
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